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Agosto Lilás: LIA registra procura de mulheres por informação e orientação sobre violência em Limeira

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Agosto Lilás: LIA registra procura de mulheres por informação e orientação sobre violência em Limeira

Durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, a Prefeitura de Limeira destaca os primeiros resultados do programa “LIA por Elas”, serviço de inteligência artificial criado para ampliar o acesso à informação, oferecer acolhimento inicial e orientar mulheres, familiares e pessoas que buscam ajuda diante de situações de violência.

O serviço está disponível 24 horas por dia, pelo WhatsApp, no número (19) 98416-0156. Basta a mulher enviar uma mensagem relatando sua dúvida ou situação, que a ferramenta oferece informações sobre os tipos de violência, sinais de alerta, ciclo da violência, medidas protetivas e serviços disponíveis na rede municipal. A ferramenta não substitui os canais oficiais de emergência ou denúncia. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a PM pelo 190 ou a GCM pelo 153. O Ligue 180, também oferece orientação e encaminhamento para mulheres em situação de violência, 24 horas por dia.

Desde o lançamento, em janeiro deste ano, 84 números de telefone diferentes procuraram a IA da Prefeitura com dúvidas, pedidos de informação ou relatos relacionados à violência contra a mulher. Considerando o período de janeiro a agosto, isso representa uma média de aproximadamente 10 pessoas por mês recorrendo à LIA para saber como agir, conhecer seus direitos, buscar informações sobre a rede de proteção ou compreender melhor uma situação de violência.

Para o prefeito Murilo Félix, o resultado demonstra como a tecnologia pode ajudar a diminuir uma das primeiras barreiras enfrentadas por quem vive uma situação de violência: a dificuldade de dar o primeiro passo. “Às vezes, a primeira pergunta é a mais difícil. Uma mulher pode não se sentir preparada para contar o que está acontecendo para um familiar, um amigo ou até mesmo para um profissional. Mas ela pode conseguir escrever uma mensagem no celular e perguntar a uma inteligência artificial: ‘isso que está acontecendo comigo é violência?’ Esse primeiro contato pode ser o começo de uma mudança.”

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Mais do que um número, os dados revelam uma nova porta de entrada para a política pública. Entre as conversas analisadas estão perguntas sobre a leis, pedidos de contato da Patrulha Maria da Penha, dúvidas sobre como registrar uma agressão e questionamentos sobre onde procurar ajuda. Também aparecem situações em que as próprias mulheres relatam estar sofrendo ameaças ou agressões e procuram orientação sobre o que fazer.

Os relatos foram analisados de forma agregada e, neste levantamento, nenhum dado pessoal ou informação capaz de identificar as pessoas é divulgado. Os exemplos apresentados são descrições anonimizadas das situações registradas.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Limeira, Luciana Félix, destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher exige informação, prevenção e uma rede de proteção preparada para acolher. “Nenhuma mulher deveria enfrentar uma situação de violência sozinha. Informação também é proteção. Quando criamos caminhos para que uma mulher possa buscar orientação de maneira simples, rápida e segura, estamos ajudando a romper o silêncio e aproximando essa mulher da rede que pode protegê-la.”











Informações da PML

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