A torcida rubro-negra viveu um sábado (29) inesquecível. Em uma final marcada pelo equilíbrio e pela tensão, o Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0, no Estádio Monumental de Lima, e garantiu o quarto título da Libertadores da América, tornando-se o primeiro clube brasileiro a alcançar tal marca. O gol decisivo saiu dos pés — ou melhor, da cabeça — de Danilo, já na segunda etapa, coroando uma campanha de força e regularidade.

Primeiro tempo truncado e de poucas chances

Os 45 minutos iniciais refletiram o respeito mútuo entre as equipes. Flamengo e Palmeiras apostaram em estratégias cautelosas, povoando o meio-campo e evitando arriscar demais. Apesar de o time carioca ter conseguido maior presença ofensiva, a partida teve poucas finalizações claras. O Palmeiras chegou a ameaçar com Vitor Roque e Veiga, enquanto o Flamengo arriscou com Bruno Henrique e Samuel. Nada que exigisse grandes intervenções de Rossi ou Carlos Miguel.

O técnico Filipe Luís manteve as linhas adiantadas durante boa parte da primeira etapa, recuando rapidamente quando os paulistas tentavam transições rápidas. Do outro lado, Abel Ferreira apostou em uma defesa sólida, com Murilo e Gómez firmes na contenção e Bruno Fuchs se destacando em duelos diretos — inclusive no lance em que foi atingido por Pulgar, que recebeu cartão amarelo.

Segunda etapa mais agressiva e gol decisivo

Na volta do intervalo, o Flamengo aumentou o ritmo e passou a ocupar o campo adversário com mais intensidade. As chances surgiram cedo: Arrascaeta quase aproveitou um erro de Murilo, e Jorginho também levou perigo após rebote de Carlos Miguel.

A pressão finalmente se transformou em gol aos 21 minutos. Em cobrança de escanteio pela direita, Arrascaeta colocou a bola na medida para Danilo, que subiu com imponência e cabeceou no cantinho, inaugurando o placar e incendiando a torcida rubro-negra.

O tento obrigou o Palmeiras a se lançar ao ataque. Abel promoveu mudanças, colocando Facundo Torres, Felipe Anderson, Giay, Sosa e Maurício. A equipe paulista ganhou volume e chegou perto do empate com Vitor Roque, já nos minutos finais, mas parou nas intervenções seguras da defesa flamenguista.

Quando o árbitro encerrou a partida, a taça já tinha destino certo: o Rio de Janeiro, novamente em vermelho e preto.

O que vem a seguir para o campeão

Com o título, o Flamengo assegura presença na Copa Intercontinental de 2025, que será disputada em dezembro, e também carimba vaga no Mundial de Clubes de 2029, nova competição expandida da Fifa.

Na Intercontinental, o time enfrentará primeiro o Cruz Azul, do México, no Catar, no dia 10. Caso avance, encara o Pyramids (Egito) no dia 13. O vencedor desta chave terá pela frente o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu, na grande final, no dia 17.