Quando um médico sai de férias, espera-se que tudo esteja organizado para que os atendimentos não parem. Mas, no posto de saúde do bairro Boa Vista, parece que a palavra “organização” entrou de férias junto com o profissional. Resultado: a população ficou sem atendimento e ainda teve que lidar com a clássica confusão no reagendamento de consultas

Tudo começou com a ausência de comunicação interna: funcionários não foram avisados, pacientes apareceram para consultas e deram de cara com portas fechadas – ou com respostas desencontradas. O caos estava formado.

Moradores, claro, foram os mais prejudicados. Quem depende do serviço público de saúde já enfrenta um desafio diário, e ainda precisa lidar com a falta de planejamento. Será que é pedir muito que férias de um profissional não virem um problema coletivo?

Fica o questionamento no ar: o que está sendo feito para que episódios como esse não se repitam? Transparência e comunicação interna não são luxo, são obrigação de qualquer gestão pública minimamente responsável.

No bairro Boa Vista, por enquanto, o que resta é torcer para que, pelo menos na próxima temporada de férias, alguém lembre de avisar que o médico não estará lá. Porque, no roteiro atual, quem mais tira férias é o próprio direito ao atendimento.