A Prefeitura de Limeira realiza, no dia 9 de junho, o 1º Fórum Municipal de Mortalidade Infantil, no Teatro Nair Bello. O encontro reunirá profissionais de diferentes áreas da rede de atenção à saúde materno-infantil para discutir causas, analisar dados e construir estratégias coletivas de enfrentamento ao problema. As inscrições já estão abertas, seguem até 8 de junho, e podem ser feitas pelo link bit.ly/4toCKfT. Haverá emissão de certificado aos participantes.
Programação
Organizado pela Secretaria de Saúde, o fórum contará com palestras de profissionais da rede municipal e convidados. Os temas incluem dados epidemiológicos, atuação do Comitê de Mortalidade, evitabilidade dos óbitos infantis, sífilis congênita, boas práticas na atenção básica e estratégias para um pré-natal seguro e de qualidade.
O evento reunirá profissionais que atuam no pré-natal, no acompanhamento de gestações de alto risco, na equipe hospitalar, na atenção básica, além de enfermeiros, nutricionistas e representantes de planos de saúde. Também participarão o Comitê Municipal de Mortalidade Infantil, a Promotoria da Infância e Juventude e o Observatório Social.
Ao fim do encontro, será elaborado um plano municipal de combate à mortalidade infantil, com ações específicas e protocolos definidos para os setores público e privado.
Cenário nacional e local
No Brasil, a taxa de mortalidade infantil — indicador que mede o número de crianças que morrem antes de completar um ano de vida para cada mil nascidos vivos — era de 12,3 em 2024, segundo o IBGE. O número representa uma queda expressiva em relação a 1991, quando o índice chegava a 45,1, mas ainda reflete milhares de mortes por causas evitáveis.
Em Limeira, os dados da Secretaria de Saúde mostram variação nos últimos anos: a taxa passou de 8,6 em 2023 para 10,3 em 2024 e 11,6 em 2025. No período de janeiro a abril, porém, o índice recuou de 12,6, registrado em 2025, para 9 em 2026. O Ministério da Saúde não estabelece uma meta específica, mas orienta pela redução gradativa dos índices, preferencialmente para um dígito.
O secretário de Saúde, Alexandre Ferrari, explica que a mortalidade infantil é um indicador acompanhado pela Organização Mundial de Saúde, pela Organização Pan-Americana de Saúde e pelo Ministério da Saúde, e que suas causas são múltiplas — envolvendo desde o acompanhamento da gestante até o primeiro ano de vida da criança.
Ações em andamento
O município já desenvolve uma série de medidas para reduzir a mortalidade infantil. Entre elas estão o incentivo ao aleitamento materno, a vacinação nas maternidades nas primeiras horas de vida, a triagem neonatal para diagnóstico precoce de doenças e a ampliação do acesso à vacinação, com plantões e ações fora das unidades de saúde.
A rede municipal também passou a oferecer a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes e o imunizante Nirsevimabe para recém-nascidos prematuros com menos de seis meses e crianças com comorbidades com menos de dois anos.
Confira a programação:
8h às 8h30 – Credenciamento
8h30 às 9h – Mesa de abertura
9h – Dados Epidemiológicos e Comitê Municipal de Mortalidade Infantil
Palestrante: Amélia Maria Pereira da Silva, enfermeira coordenadora da Divisão de Vigilância Epidemiológica
9h40 – Rede Alyne
Palestrante: Flavio Teixeira Silva, enfermeiro responsável pelo complexo materno da Santa Casa
10h20 – Evitabilidade
Palestrante: Luciana Cristina Diniz Ferreira Godoy, assessora técnica de Saúde Pública e interlocutora regional dos Sistemas de Informação sobre Mortalidade e Nascidos Vivos do GVS/GVE XX Piracicaba
11h – Sífilis Congênita
Palestrante: Carolina Matteussi Lino, enfermeira, mestra e doutora em Saúde Coletiva pela Unicamp
13h30 – Boas Práticas na Atenção Básica para Fortalecimento da Saúde Materno-Infantil
Palestrante: Denise Ferro, enfermeira e diretora da Atenção Básica
14h10 – Pré-Natal de Qualidade: Estratégias para um cuidado seguro
Palestrante: Mateus Fortucci, ginecologista e obstetra da Secretaria de Saúde
15h – Gravidez de alto risco
Palestrante: Elizângela A. Pereira Bueno, enfermeira responsável pelo Centro Apoio em Saúde da Mulher (CASM)
15h30 – Mesa Redonda/Discussão de casos


